A cibersegurança empresarial na América Latina passa por um momento de transformação. Enquanto as organizações aceleram a digitalização e adotam tecnologias como a inteligência artificial (IA), os cibercriminosos também incorporam novas ferramentas para identificar vulnerabilidades, roubar credenciais e comprometer sistemas.
Os dados mais recentes mostram que o desafio não está apenas em adotar mais tecnologia, mas também em fortalecer as capacidades das equipes, proteger as identidades digitais e desenvolver estratégias de prevenção e resposta.
A seguir, analisamos 3 dados que ajudam a entender o estado atual da cibersegurança nas empresas da América Latina.
1. 86% das organizações sofreram ao menos uma intrusão cibernética
O primeiro dado mostra a dimensão do desafio. De acordo com o Global Cybersecurity Skills Gap Report 2025 (Relatório Global sobre a Lacuna de Habilidades em Cibersegurança 2025), da Fortinet, 86% das organizações da América Latina e do Caribe sofreram ao menos uma intrusão cibernética em 2024. Além disso, 20% relataram cinco ou mais intrusões.
O número representa um aumento em relação a 2023, quando 81% das organizações consultadas haviam relatado violações e apenas 4% haviam enfrentado cinco ou mais.
Esse cenário mostra que os ataques cibernéticos a empresas já não podem ser tratados como eventos isolados. O crescimento das superfícies de ataque, a adoção de serviços em nuvem, o trabalho conectado e a expansão dos aplicativos corporativos criam novos pontos que precisam ser protegidos.
O impacto também pode ser significativo. O mesmo estudo indica que 35% dos entrevistados de organizações latino-americanas afirmaram que os incidentes cibernéticos custaram mais de US$ 1 milhão em 2024.
2. As credenciais estão entre os principais alvos
A proteção de identidades se tornou um dos pontos críticos da segurança da informação nas empresas.
Segundo o IBM X-Force Threat Intelligence Index 2026, o roubo de credenciais foi o impacto mais comum entre os incidentes analisados na América Latina em 2025, representando 40% do total. Além disso, 25% das principais vias de entrada identificadas corresponderam ao uso de contas válidas.
O relatório também aponta que as organizações da região representaram 9% dos incidentes analisados globalmente pela IBM X-Force. Entre os setores mais atacados, destacaram-se os serviços financeiros e de seguros, que concentraram 47% dos ataques, seguidos pelo setor de energia, com 27%.
O dado é relevante porque mostra que uma estratégia de cibersegurança empresarial não pode se limitar à proteção de dispositivos ou redes. Contas de usuários, credenciais, aplicações e acessos privilegiados também fazem parte da superfície de ataque.
A isso se soma o uso crescente de inteligência artificial pelos cibercriminosos. A IBM destaca que os atacantes estão usando IA para acelerar pesquisas, analisar grandes volumes de informação e aperfeiçoar técnicas como phishing e engenharia social.
3. A lacuna de habilidades continua sendo um desafio para as empresas
A tecnologia é apenas uma parte da equação. Ter ferramentas de cibersegurança não garante, por si só, que uma organização consiga detectar e responder adequadamente a uma ameaça.
O estudo da Fortinet revela que 63% dos entrevistados da América Latina e do Caribe consideram que a falta de habilidades e de capacitação em segurança da informação é uma das principais causas das intrusões em suas organizações.
A lacuna também alcança as novas tecnologias. Embora 98% das organizações pesquisadas na região já utilizem ou planejem implementar soluções de cibersegurança baseadas em IA, 54% dos líderes de TI apontam a falta de profissionais com experiência suficiente em IA como um dos principais obstáculos para uma implementação bem-sucedida.
Isso gera uma necessidade concreta para as empresas: desenvolver profissionais capazes de compreender as novas ameaças, utilizar ferramentas especializadas e responder a incidentes de forma eficiente.
De fato, 92% dos líderes de TI consultados pela Fortinet afirmam que preferem contratar candidatos com certificações em cibersegurança.
O que esses dados revelam sobre a cibersegurança empresarial na América Latina?
Os três dados mostram um cenário em que ameaças, tecnologia e talento estão intimamente relacionados.
As organizações latino-americanas enfrentam uma exposição elevada a ciberataques, enquanto credenciais e identidades digitais continuam sendo alvos importantes para os atacantes. Ao mesmo tempo, a evolução da inteligência artificial está aumentando a velocidade e a sofisticação de algumas ameaças.
Por isso, fortalecer a cibersegurança empresarial na América Latina exige uma estratégia integral que combine tecnologia, processos e pessoas.
A capacitação contínua, as certificações especializadas, a gestão de identidades, a detecção de ameaças e a preparação das equipes para responder a incidentes são elementos cada vez mais relevantes para construir organizações mais resilientes.
Em um ambiente em que as ameaças evoluem o tempo todo, a preparação também precisa evoluir. Para as empresas latino-americanas, investir em conhecimento e desenvolver talentos especializados pode ser tão importante quanto incorporar novas soluções de segurança.
O conhecimento também faz parte da estratégia de cibersegurança
Diante de um cenário em que as ameaças evoluem constantemente, as empresas precisam de mais do que ferramentas: precisam de profissionais preparados para utilizá-las, antecipar riscos e responder a novos desafios.
Nesse contexto, contar com formação especializada e certificações reconhecidas pelos principais fabricantes de tecnologia pode se tornar uma vantagem para as organizações que buscam fortalecer suas capacidades em cibersegurança.
Na Fast Lane, ajudamos profissionais e empresas a desenvolver essas habilidades por meio de treinamentos oficiais, certificações e formação especializada dos principais fabricantes de tecnologia. É uma forma de transformar conhecimento em capacidades concretas para enfrentar os desafios da transformação digital e da cibersegurança.
Mayara Pimentel
Executiva de marketing com 6 anos de experiência e um histórico comprovado de impulsionar resultados por meio de estratégias inovadoras. Especialista em marketing orientado a resultados, com foco em estratégias de alta performance.