Se você usa AWS, precisa dominar um conceito que separa segurança bem feita de “achamos que estava coberto”: o Modelo de Responsabilidade Compartilhada da AWS. Em poucas palavras, segurança e conformidade são responsabilidades divididas entre a AWS e o cliente — e essa divisão muda conforme o serviço escolhido.
Ao entender esse modelo, você reduz riscos, evita lacunas de compliance e melhora a operação em cloud. Tudo com mais previsibilidade e menos retrabalho.
O que é o Modelo de Responsabilidade Compartilhada da AWS?
O Modelo de Responsabilidade Compartilhada define quem faz o quê em segurança na nuvem:
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AWS cuida da “segurança da nuvem” (security of the cloud)
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Você cuida da “segurança na nuvem” (security in the cloud)
Na prática, a AWS opera e protege a infraestrutura global (data centers, hardware, rede e camadas essenciais). Já o cliente protege o que ele configura, executa e armazena dentro da conta AWS.
Essa separação reduz encargos operacionais, porque você não precisa administrar a infraestrutura física e as camadas base. Mas ela aumenta sua responsabilidade em configuração, dados, acessos e governança.

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Segurança “da” nuvem: o que é responsabilidade da AWS?
A AWS é responsável por proteger a infraestrutura global que executa os serviços AWS. Isso inclui:
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Instalações físicas (data centers e controles físicos)
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Hardware (servidores, armazenamento, dispositivos)
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Software de base e camadas de virtualização
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Rede e infraestrutura que sustentam os serviços
Ou seja: a AWS protege o “chão” onde sua cloud roda. Você não precisa gerenciar a segurança física do data center, por exemplo.
Segurança “na” nuvem: o que é responsabilidade do cliente?
A responsabilidade do cliente depende dos serviços AWS escolhidos. Quanto mais “baixo nível” o serviço, mais você configura. Quanto mais “abstraído” o serviço, menos trabalho operacional — mas ainda existe responsabilidade.
Em geral, o cliente assume:
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Sistema operacional convidado (atualizações e patches, quando aplicável)
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Aplicações e softwares instalados
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Configurações de rede e firewall, como Security Groups
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Identidade e acesso (IAM): permissões, políticas e autenticação
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Dados: classificação, criptografia, retenção e acesso
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Conformidade: requisitos legais, regulatórios e auditorias do seu contexto
Controles de TI também são compartilhados (e isso impacta auditoria)
O modelo não vale só para “segurança técnica”. Ele também se estende aos controles de TI.
Quando você migra para AWS, parte de controles antes “internos” passa para a AWS (ex.: infraestrutura física). Isso cria um ambiente de controle distribuído.
O caminho mais seguro é tratar isso como um desenho de governança:
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o que a AWS controla,
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o que você controla,
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e o que é controle compartilhado.
Isso ajuda em auditorias, avaliações de risco e requisitos de compliance.
Erros comuns que criam brechas no Modelo de Responsabilidade Compartilhada
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Achar que “AWS cuida de tudo”
A AWS cuida da infraestrutura. Você cuida da configuração e dos dados. -
Permissões excessivas no IAM
Acesso amplo demais vira incidente rápido. Comece com menor privilégio. -
Security Groups abertos por conveniência
A porta aberta “só por um teste” costuma virar permanente. -
Criptografia e classificação de dados esquecidas
Sem política clara, a empresa perde controle do risco. -
Assumir que o mesmo padrão serve para todos os serviços
As responsabilidades variam com EC2, S3, RDS, Lambda, EKS e outros.
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Próximo passo: transforme o conceito em execução real
Entender o Modelo de Responsabilidade Compartilhada da AWS é o primeiro passo. O diferencial vem quando você transforma isso em processo, governança e rotina do time.
Se você quer evoluir sua base de cloud com mais segurança, eficiência e consistência, vale estruturar um plano de Cloud Foundations + Security + IAM, alinhado ao seu cenário (empresa e time).
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Referências: AWS e Segurança na Nuvem AWS




