Análise sobre as transformações apresentadas no evento reforça papel estratégico da liderança inclusiva na era dos agentes inteligentes
O Web Summit Qatar 2026 trouxe à tona discussões que vão muito além das inovações tecnológicas pontuais. Conforme destacado por Graziela Sbardelotto, única brasileira no lineup de palestrantes do evento, o encontro em Doha demonstrou que estamos diante de uma reconfiguração completa dos modelos de negócio no marketing e no varejo.
A executiva apresentou reflexões que conectam três pilares fundamentais: a urgência da transformação digital, o papel dos agentes de IA na jornada do consumidor e a necessidade de lideranças mais diversas para conduzir essas mudanças com responsabilidade.
Quando a barreira de gênero encontra a Inteligência Artificial
Um dos pontos centrais abordados por Sbardelotto diz respeito aos obstáculos que ainda permeiam a carreira de mulheres em tecnologia. Os dados apresentados são contundentes: mais de dois terços das profissionais identificam o viés inconsciente como principal desafio, enquanto a maioria esmagadora relata precisar demonstrar desempenho superior ao de colegas homens para alcançar o mesmo reconhecimento.
Essa realidade ganha nova camada de complexidade quando consideramos o avanço acelerado da inteligência artificial. A tecnologia que promete ganhos expressivos de produtividade — casos como a plataforma WPP Open indicam melhorias de 30% — também carrega o risco de perpetuar discriminações históricas se não for implementada com olhar crítico.
A proposta defendida pela executiva aponta para uma liderança que equilibre competências técnicas com habilidades essencialmente humanas: empatia, escuta ativa e intuição. Trata-se de reconhecer que, num ambiente progressivamente automatizado, o diferencial competitivo reside justamente naquilo que as máquinas não replicam.




