A Copa do Mundo 2026 deve marcar um novo momento para a segurança digital em grandes eventos. Além da alta demanda por ingressos, transmissões, pagamentos e operações digitais, o torneio acontece em um cenário em que a inteligência artificial já é usada para criar golpes mais rápidos, convincentes e difíceis de identificar.
Segundo alerta da Veeam Software, empresa especializada em confiança de dados e IA, eventos globais ampliam a superfície de ataque porque reúnem infraestrutura temporária, operações distribuídas, múltiplos parceiros e forte dependência de sistemas digitais.
Com a IA, esse risco ganha uma nova camada. Deepfakes, sites falsos, mensagens automatizadas e agentes autônomos podem acelerar fraudes, movimentar dados, alterar configurações e acionar fluxos digitais em velocidade muito maior.
Torcedores estão entre os principais alvos
De acordo com a Veeam Software, três tipos de golpes devem exigir atenção especial dos consumidores durante o período da Copa.
O primeiro envolve o álbum de figurinhas do torneio. Criminosos podem usar vídeos gerados por deepfake com supostos compradores recomendando sites de pré-venda. Essas páginas imitam lojas oficiais, apresentam preços abaixo do mercado, usam contadores regressivos para pressionar a compra e podem até incluir dados falsos de empresa no rodapé.
No momento do pagamento, a vítima é direcionada para transferências via Pix destinadas a contas de terceiros. Depois disso, o valor pode ser rapidamente distribuído entre diferentes contas.
O segundo tipo de fraude envolve sites de apostas esportivas criados pouco antes do evento. Essas páginas prometem bônus elevados, ganhos diários e até criptomoedas temáticas sem ligação real com o torneio.
Já o terceiro golpe está relacionado à venda de ingressos falsos. Nesse caso, os criminosos criam sites parecidos com plataformas oficiais, utilizam certificados HTTPS para transmitir credibilidade e enviam mensagens informando que a pessoa ganhou ingressos ou dinheiro.




