Quando pensamos em ataque cibernético, muitas vezes imaginamos uma exploração altamente sofisticada, um malware novo ou uma vulnerabilidade inédita. Porém, o relatório da Fortinet mostra um cenário que merece atenção especial dos líderes de tecnologia: a identidade virou uma das principais matérias-primas do cibercrime.
Hoje, o atacante nem sempre precisa começar do zero. Em muitos casos, ele já encontra credenciais, caminhos de acesso e dados sensíveis em ecossistemas da darknet. Depois, ele usa essas informações para acelerar o acesso inicial e reduzir etapas.
Segundo o relatório, a FortiRecon observou 4,62 bilhões de registros de roubo de identidade ou compartilhados na darknet, um aumento de 79,07% em relação a 2024. Além disso, aproximadamente 1,7 bilhão de registros de credenciais roubadas circularam em 2024, o que mostra a expansão contínua dessa economia de credenciais.
Para diretores, CISOs e líderes de TI, esse dado precisa acender um alerta: identidade não é apenas um controle técnico. Identidade virou um ponto central de risco de negócio.
O acesso pode começar antes da exploração
Um dos pontos mais importantes do relatório é que, em um cenário industrializado de ameaças, a exposição não começa mais apenas no reconhecimento. Muitas vezes, ela começa em mercados subterrâneos, onde criminosos já coletaram, organizaram e comercializaram dados antes mesmo de uma nova atividade de varredura.
Na prática, isso significa que a empresa pode estar olhando apenas para o que aparece hoje, enquanto o atacante já possui informações capturadas anteriormente.
Por isso, a gestão de exposição precisa acontecer de forma contínua. Não basta perguntar “o que está vulnerável agora?”. Também é necessário entender “o que o adversário já pode ter em mãos?”.




