3. Conquiste vantagem competitiva com experiências mais úteis
Durante mais de uma década, “automação de atendimento” significou chatbots pré-programados respondendo perguntas simples e reduzindo o volume de tickets. Eram eficientes dentro do escopo, mas travavam diante de qualquer nuance.
Com a nova geração de modelos e protocolos abertos como o A2A, o cenário muda. Agentes conseguem sustentar experiências de “concierge”, especialmente no varejo: lembram preferências, recuperam conversas anteriores e conduzem interações que se aproximam do atendimento humano de verdade — um para um, em escala.
O exemplo mais visível é o comércio agêntico, em que o agente assume a jornada de compra inteira: monta recomendações a partir do contexto, negocia preço, disponibilidade e prazo com lojistas e outros agentes e, no limite, executa a transação em nome do cliente.
O começo é simples: “preciso repor esta camiseta de treino”, e o agente encontra o melhor preço na cor desejada e finaliza a compra. O horizonte é bem mais ambicioso — orquestração completa de tarefas com muitas variáveis. Planejar uma viagem à Noruega em fevereiro, por exemplo, envolve identificar os equipamentos adequados às datas, negociar dentro do orçamento e escolher a melhor combinação entre fornecedores, estoque e modalidade de envio.
As implicações vão além do varejo. Empresas de bens de consumo ganham um canal direto com o consumidor e acesso a dados primários; turismo e hospitalidade encontram uma resposta para a pesquisa e reserva manual de cada item de uma viagem.
4. Priorize confiança para viabilizar adoção em escala
A IA agêntica ataca dores antigas e caras. Em operações de segurança, por exemplo, agentes processam volumes de dados muito além da capacidade humana e assumem atividades desgastantes como a triagem de alertas. Combinada a raciocínio multimodal avançado, essa capacidade permite decisões mais rápidas e melhores — sempre dentro de parâmetros e regras pré-definidos.
Ainda assim, existe um obstáculo antes da adoção em escala: confiança.
Para adotar agentes, as pessoas precisam se sentir seguras ao delegar e acreditar no que é produzido e entregue. O risco não é pequeno. Uso indevido ou falta de autenticidade podem gerar danos relevantes à marca, sobretudo quando as equipes não compreendem bem as implicações de segurança.
Agentes não chegam prontos para tudo. Exigem preparação para operar de forma segura e confiável. Cabe às empresas assumir o papel de guardiãs dessa confiança, escolhendo tecnologias que sustentem requisitos de segurança, privacidade e governança. O Gemini Enterprise, por exemplo, reúne o melhor da IA do Google em uma plataforma corporativa única para criar, executar e governar agentes com responsabilidade, conectando-os com segurança aos dados da empresa, estejam onde estiverem.