SecOps Summit 2026: IA, cloud e governança em pauta no maior evento de cibersegurança do sul do Brasil
O SecOps Summit 2026 teve sua terceira edição realizada em Porto Alegre, entre os dias 18 e 20 de março, e já é um dos maiores eventos da área no Brasil. Os três dias mostraram com bastante clareza quais são hoje os temas mais “quentes” em segurança: inteligência artificial aplicada à operação, proteção de ambientes em nuvem, resiliência cibernética, governança e continuidade do negócio. A programação reuniu mais de 200 palestrantes em cinco palcos temáticos, com uma proposta voltada tanto a discussões estratégicas quanto à aplicação prática.
Inteligência artificial em destaque
Um dos pontos que mais chamou atenção foi a presença da IA em diferentes frentes da agenda. O evento trouxe debates sobre o impacto da IA generativa na resiliência cibernética, o uso de agentes de IA no apoio à proteção do ambiente e na transformação da governança em cibersegurança. Também houve uma série de painéis sobre os riscos e oportunidades da adoção de agentes de IA e sobre IA adversária no mercado financeiro. Na prática, fica claro que a IA está sendo muito usada como aliada na proteção de workloads, na detecção de ameaças e na aceleração da resposta a incidentes.
Segurança conectada ao negócio
Outro destaque foi a ênfase em uma segurança mais conectada com o negócio. Temas como postura de segurança em nuvem, LGPD, governança baseada em frameworks internacionais (ISO, NIST), compliance e gestão de risco de terceiros reforçaram uma visão de segurança menos reativa e mais contínua, orientada por prevenção, visibilidade e capacidade de adaptação.
O Recado do evento
Nossa percepção dos recados do evento, resumidos em uma ideia central, é que a segurança não está mais sendo vista só como um centro de custo. Ela está cada vez mais integrada à estratégia operacional das empresas, protegendo seu ativo mais importante: os dados. E a IA passou a ocupar um papel importantíssimo nesse movimento, não só como inovação, mas também como apoio concreto na defesa, na governança e na resiliência digital.




