Existe uma realidade que precisa entrar de vez na agenda dos líderes de tecnologia: as ameaças evoluíram, mas muitos processos de segurança ainda dependem de etapas manuais.
O relatório da Fortinet mostra que o cibercrime moderno opera como um sistema industrializado, com reconhecimento contínuo, força bruta em escala, exploração automatizada e comando e controle persistente. Em outras palavras, os atacantes não estão esperando. Eles operam em velocidade de máquina.
Ao mesmo tempo, o estudo de validação econômica da Enterprise Strategy Group, comissionado pela Fortinet, mostra que construir um SOC moderno ficou cada vez mais caro e complexo. Entre os desafios citados estão aumento da superfície de ataque, maior volume e complexidade de alertas, uso crescente de nuvem pública, processos manuais e dificuldade de manter equipes com as habilidades necessárias.
Para quem lidera segurança, infraestrutura ou operações de TI, a mensagem é direta: o SOC precisa evoluir.
O problema não é só o volume de alertas
Muitas empresas olham para segurança a partir do volume de alertas. Porém, o relatório da Fortinet mostra que o desafio vai além disso.
Em 2025, a Fortinet registrou 121,99 bilhões de tentativas de exploração globalmente, um aumento de 25% em relação ao ano anterior. Além disso, o tempo até a exploração diminuiu. Em 2025, esse tempo apareceu com frequência dentro de 24 a 48 horas, superando cronogramas tradicionais de correção e remediação.
Ou seja, o problema não é apenas receber mais alertas. O problema é que a janela de reação ficou menor.
Quando uma vulnerabilidade se torna explorável e o atacante consegue automatizar a execução, a empresa precisa detectar, priorizar, conter e responder com muito mais velocidade.




