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Telecom na era da IA: Como operadoras e empresas vão gerar US$ 11,3 trilhões até 2030 — e o que isso significa para profissionais de TI

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A indústria de telecomunicações está deixando de ser apenas infraestrutura de conexão para se tornar plataforma de negócios digitais. E as empresas — e profissionais — que entenderem essa virada primeiro sairão na frente.

O setor de telefonia móvel atravessa uma das maiores transformações de sua história. Dados apresentados no MWC 2026, em Barcelona, pela GSMA — principal associação global da indústria de telecomunicações — mostram que os serviços móveis já respondem por US$ 7,6 trilhões do PIB mundial, o equivalente a 6,4% de toda a riqueza gerada no planeta em 2025. A projeção é ainda mais expressiva para o final da década: esse valor deve saltar para US$ 11,3 trilhões, representando 8,4% do PIB global até 2030.

Mas os números não contam apenas uma história de crescimento. Eles revelam uma mudança estrutural no papel das operadoras e, consequentemente, uma oportunidade concreta para empresas e profissionais de tecnologia que saibam se posicionar nesse novo cenário.

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Da conectividade às plataformas digitais: o que está mudando de verdade

Durante décadas, o modelo de negócio das operadoras girou em torno de um ativo central: a capacidade de conectar pessoas e dispositivos. Esse modelo ainda existe — e continuará existindo — mas já não é suficiente para sustentar o crescimento.

O que o relatório da GSMA deixa claro é que a indústria está migrando de um modelo centrado em conectividade para um baseado em plataformas digitais inteligentes e serviços de valor agregado. Tecnologias como o 5G standalone (SA 5G) e a integração nativa de inteligência artificial ao longo de toda a cadeia operacional são os pilares dessa transformação.

Até 2030, mais da metade de todas as conexões móveis do mundo devem operar em redes 5G — um salto significativo em relação ao cenário atual, onde tecnologias mais antigas ainda representam parcelas relevantes do total de conexões globais. Esse avanço não é apenas técnico: ele cria uma infraestrutura capaz de suportar aplicações industriais, automação corporativa e serviços digitais que simplesmente não são viáveis em redes de gerações anteriores.

IA deixa de ser tendência e vira prioridade estratégica nas teles

Um dos dados mais reveladores do estudo é o peso que a inteligência artificial já ocupa nas agendas das operadoras: quase metade delas aponta os modelos de receita habilitados por IA como uma prioridade estratégica de primeiro nível.

Isso representa uma mudança de postura relevante. A IA que interessa às operadoras não é a de projetos-piloto ou demonstrações em eventos — é aquela capaz de gerar fluxos de receita mensuráveis, otimizar operações de rede em tempo real, personalizar serviços e, principalmente, abrir novos mercados no segmento corporativo.

A segurança de rede aparece como preocupação paralela e igualmente prioritária, à medida que a dependência digital das empresas e dos cidadãos cresce em velocidade acelerada. Não por acaso, profissionais com domínio de segurança aplicada a ambientes de nuvem, redes corporativas e infraestrutura crítica estão entre os mais demandados do mercado global.

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O mercado corporativo como motor de crescimento

Se há um vetor de expansão que concentra as apostas da indústria para os próximos anos, é o segmento B2B. O levantamento da GSMA indica que as empresas planejam destinar cerca de 10% de suas receitas à transformação digital entre 2025 e 2030 — um volume financeiro expressivo que cria demanda direta por soluções de conectividade avançada, plataformas de dados, automação e segurança.

Para as operadoras, esse movimento abre uma janela de oportunidade que vai além da venda de banda larga corporativa. A disputa passa a ser pela oferta de serviços gerenciados, soluções verticalizadas por setor e integração com plataformas de nuvem e IA — exatamente o tipo de proposta de valor que exige parceiros técnicos qualificados e equipes internas treinadas para operar em ambientes cada vez mais complexos.

O eSIM é outro indicador dessa tendência: espera-se que a tecnologia represente mais de 40% de todos os chips SIM em uso até 2030, viabilizando novos modelos de conectividade para frotas, dispositivos IoT industriais e ambientes corporativos distribuídos.

O desafio que os números escondem: a lacuna de adoção

Apesar do otimismo dos dados agregados, o relatório da GSMA aponta um gargalo que merece atenção. Em 2024, enquanto a lacuna de cobertura de rede era de apenas 4% globalmente, a lacuna de uso efetivo chegava a 38%. Ou seja: há muito mais pessoas e empresas dentro do alcance das redes do que efetivamente aproveitando o que elas oferecem.

Esse dado tem uma implicação direta para o mercado corporativo: a tecnologia disponível já é avançada o suficiente para transformar operações em praticamente qualquer setor. O que falta, na maioria dos casos, não é infraestrutura — é capacitação humana para operar, configurar, integrar e extrair valor dessas plataformas.

O que isso significa para profissionais e empresas de TI

A projeção de US$ 11,3 trilhões não é apenas um número macroeconômico. É um mapa de onde o valor vai ser criado nos próximos cinco anos — e quais competências vão ser disputadas no mercado de trabalho e nas salas de decisão das empresas.

Algumas áreas se destacam como críticas nesse cenário: arquitetura e operação de redes 5G e ambientes de nuvem híbrida; integração de IA em fluxos operacionais corporativos; segurança de redes e infraestrutura crítica; automação de processos e gestão de dispositivos em escala (IoT e eSIM); e transformação digital aplicada a setores como saúde, logística, manufatura e finanças.

Essas são exatamente as competências que a Fast Lane LATAM desenvolve em profissionais e equipes de TI em toda a América Latina, por meio de treinamentos certificados com os principais provedores de tecnologia do mercado — AWS, Microsoft, Cisco, Google, Splunk e Fortinet, entre outros.

Em um cenário onde as empresas vão destinar bilhões à transformação digital, a diferença entre capturar ou perder essas oportunidades passa cada vez mais pela qualidade das equipes técnicas. Investir em capacitação agora não é preparação para o futuro — é vantagem competitiva no presente.

[/vc_column_text][us_separator show_line=”1″][vc_column_text]Fonte de referência: Relatório “The Mobile Economy 2026”, GSMA, apresentado no MWC 2026, Barcelona. Dados originalmente reportados pelo portal Convergência Digital em março de 2026.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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IBM lança z17: o mainframe criado para a era da Inteligência Artificial

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A IBM apresentou oficialmente o IBM z17, seu novo mainframe desenvolvido especialmente para a era da inteligência artificial (IA). A novidade chega com foco em eficiência energética, sustentabilidade e alto desempenho, marcando um avanço importante na jornada digital de grandes empresas.

Processamento potente com menor consumo de energia

Um dos principais destaques do z17 é o equilíbrio entre potência de processamento e baixo consumo energético. De acordo com a IBM, o novo equipamento consome 5,4 vezes menos energia que seu antecessor, o z16 — um salto considerável rumo à sustentabilidade.

Além disso, o novo processador Telum II e o acelerador Spyre garantem ganhos significativos de performance, permitindo um volume ainda maior de análises e inferências por segundo. O z17 é capaz de processar até 450 bilhões de inferências por dia, superando com folga os 300 bilhões do modelo anterior.

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Inteligência artificial multimodal: o futuro da automação

Para atender à crescente demanda por soluções de IA mais versáteis, a IBM apostou em uma arquitetura voltada para a inteligência artificial multimodal. Isso significa que o z17 é capaz de operar com diferentes tipos de modelos — tanto IA preditiva quanto IA generativa — adaptando-se conforme as necessidades de cada cliente.

Segundo Elpida Tzortzatos, IBM Fellow e CTO do z/OS e AI no IBM Z, esse é um passo fundamental para que empresas possam escalar o uso da inteligência artificial com responsabilidade e eficiência. Ela ressalta que a flexibilidade para alternar entre abordagens de IA se tornará cada vez mais estratégica no ambiente corporativo.

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Governança de IA e sustentabilidade como prioridade

Outro ponto de atenção da IBM foi a governança da IA. Para isso, o z17 traz ferramentas capazes de rastrear a origem dos dados utilizados, identificar possíveis vieses algorítmicos e garantir a explicabilidade das decisões tomadas pelos sistemas de IA embarcados.

Além disso, a empresa vem investindo no desenvolvimento de modelos menores e mais direcionados, que exigem menos recursos computacionais. Essa abordagem não só torna os sistemas mais rápidos como também contribui diretamente para a redução do impacto ambiental.

Disponibilidade e integração com o Watson X

O z17 estará disponível a partir de 18 de junho de 2025, e fará parte do ecossistema de nuvem híbrida da IBM. O equipamento também terá integração nativa com o Watson X, plataforma de IA generativa da empresa, permitindo fluxos de trabalho mais inteligentes e conectados.

[/vc_column_text][us_separator size=”small” show_line=”1″][vc_column_text]Este resumo foi elaborado com base no artigo original publicado pela EXAME. Para mais detalhes, acesse: IBM lança novo mainframe para a “era da IA” com foco em eficiência e sustentabilidade.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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