Quando falamos de segurança de tecnologia operacional, existe um ponto que diretores e líderes de tecnologia não podem mais ignorar: o risco não está apenas no ataque em si, mas na velocidade com que uma exposição pode virar acesso.
O relatório da Fortinet mostra que o cibercrime passou a operar como um sistema industrializado. Ou seja, os atacantes não dependem apenas de campanhas isoladas ou ações manuais. Eles usam reconhecimento contínuo, abuso de credenciais, exploração automatizada e infraestrutura persistente de comando e controle.
Na prática, esse cenário muda a forma como as empresas precisam olhar para ambientes operacionais, infraestrutura crítica, serviços expostos, dispositivos de borda, IoT, interfaces administrativas e recursos conectados. Portanto, não basta reagir depois do incidente. A empresa precisa reduzir a exposição antes que ela se transforme em acesso.
A seguir, veja cinco melhores práticas que fazem sentido para líderes que precisam proteger ambientes cada vez mais conectados.
1. Trate a exposição como risco ativo
A exposição deixou de ser apenas uma falha visível. Segundo o relatório, agentes de ameaça coletam, validam, embalam e reutilizam credenciais, caminhos de acesso, serviços vulneráveis e configurações incorretas.
Isso significa que um serviço exposto hoje pode já fazer parte de um inventário criminoso. Além disso, o atacante pode usar esse dado depois, com mais velocidade e menos esforço.
Por isso, a segurança de tecnologia operacional precisa começar pela visibilidade da superfície de ataque.
Para mim, esse é um dos pontos mais importantes: não dá para proteger aquilo que a empresa não consegue enxergar. E, em ambientes operacionais, essa visibilidade precisa acontecer de forma contínua.
O relatório reforça que os atacantes operam em velocidade de máquina. Em 2025, a telemetria da Fortinet registrou 640 bilhões de eventos de reconhecimento, 67,65 bilhões de tentativas de força bruta e 121,99 bilhões de tentativas de exploração.
Esse cenário deixa uma mensagem muito clara para líderes de TI: processos manuais não acompanham ameaças automatizadas.
Quando o reconhecimento, a força bruta e a exploração acontecem de forma contínua, a resposta também precisa ganhar velocidade. Além disso, os times precisam correlacionar sinais, priorizar riscos e agir com mais automação.
3. Priorize vulnerabilidades pela prontidão de exploração
Nem toda vulnerabilidade representa o mesmo nível de risco no mesmo momento. O relatório aponta que o impacto não depende apenas da gravidade, mas também da rapidez com que uma vulnerabilidade fica pronta para automação.
Em 2025, 53,86% das vulnerabilidades observadas sob exploração ativa tinham código de prova de conceito disponível publicamente. Além disso, 31,18% tinham código de exploração totalmente funcional.
Ou seja, para ambientes operacionais, priorizar apenas por volume de backlog ou classificação genérica pode não ser suficiente. A empresa precisa olhar para o que os atacantes já exploram, para o que já possui material pronto e para o que pode gerar impacto mais rápido.
4. Fortaleça identidade e credenciais
A identidade se tornou um dos principais pontos de atenção. O relatório mostra que a FortiRecon observou 4,62 bilhões de registros de roubo de identidade ou compartilhados na darknet, um aumento de 79,07% em comparação com 2024.
Em ambientes conectados, credenciais válidas podem abrir portas críticas. Portanto, a proteção de identidade precisa fazer parte da estratégia de segurança operacional.
Isso envolve acompanhar autenticação, revogar credenciais comprometidas, monitorar exposição de acessos, identificar tentativas de força bruta e analisar comportamentos anômalos. Além disso, a empresa precisa medir a velocidade para revogar confiança como indicador de risco.[/vc_column_text][vc_row_inner][vc_column_inner][us_separator][vc_column_text]
5. Monitorar sinais de pós-exploração e comando e controle
O relatório aponta que o comprometimento não deve ser visto como um evento isolado, mas como uma condição de operação. Em 2025, foram registradas 7,10 bilhões de detecções de botnets C2, o equivalente a aproximadamente 19,4 milhões por dia.
Esse dado reforça que, depois da entrada inicial, os atacantes buscam manter controle, persistência e capacidade de monetização.
Para líderes de tecnologia, isso significa que a segurança de ambientes operacionais precisa ir além da prevenção. Também é necessário monitorar sinais de comando e controle, abuso de ferramentas legítimas, movimento lateral e execução não autorizada.
Conclusão
A segurança de tecnologia operacional precisa acompanhar a nova lógica do cibercrime: velocidade, automação e reutilização.
O ponto não é apenas ter mais ferramentas. O ponto é conseguir enxergar a exposição, priorizar o que realmente representa risco, proteger identidades, automatizar respostas e reduzir o tempo entre detecção, contenção e remediação.
Porque, se o cibercrime funciona como um sistema industrializado, a defesa também precisa evoluir com inteligência, velocidade e preparo.
[/vc_column_text][us_separator show_line=”1″][vc_column_text]Fonte: Relatório do Cenário Global de Ameaças de 2026 — Fortinet / FortiGuard Labs.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]
[vc_row][vc_column][vc_column_text]Enquanto milhões de pessoas ao redor do mundo acompanham cada jogada, analisam estratégias e celebram o início de uma nova edição da Copa do Mundo, existe um paralelo interessante que poucas vezes é mencionado: tanto no esporte quanto na tecnologia, o sucesso não depende da improvisação.
Por trás de cada equipe campeã, existe preparação, treinamento constante, trabalho em equipe e a capacidade de se adaptar a um ambiente que muda rapidamente. No mundo da tecnologia, acontece exatamente o mesmo.
Hoje, as organizações enfrentam desafios cada vez mais complexos relacionados à cibersegurança, Inteligência Artificial, computação em nuvem, análise de dados e transformação digital. Nesse cenário, contar com tecnologia de última geração é importante, mas contar com profissionais preparados é o que realmente faz a diferença.
Regra nº 1: o treinamento nunca termina
As melhores equipes do mundo não deixam de treinar depois de uma vitória. Da mesma forma, os profissionais de TI precisam se manter em constante atualização para responder às novas demandas do mercado.
As tecnologias evoluem em alta velocidade, e as habilidades que eram suficientes há alguns anos podem se tornar obsoletas em pouco tempo. Por isso, a capacitação contínua e as certificações se tornaram ferramentas essenciais para validar conhecimentos e manter a competitividade profissional.[/vc_column_text][vc_row_inner][vc_column_inner][us_separator][vc_column_text]
Regra nº 2: a estratégia importa tanto quanto o talento
Uma equipe cheia de estrelas não garante o sucesso se não houver uma estratégia clara.
Nas organizações, acontece algo semelhante. A adoção de tecnologias como Inteligência Artificial, Cloud Computing ou soluções avançadas de cibersegurança exige um planejamento adequado e equipes capacitadas para implementá-las corretamente.
As certificações tecnológicas ajudam a estabelecer padrões de conhecimento e garantem que os profissionais tenham as competências necessárias para executar projetos de forma eficiente e segura.
Regra nº 3: o trabalho em equipe continua sendo a chave
Nenhum campeonato é vencido de forma individual.
No ambiente empresarial, os projetos tecnológicos envolvem especialistas de diversas áreas: arquitetos cloud, engenheiros de redes, especialistas em segurança, analistas de dados e desenvolvedores, entre muitos outros.
A colaboração entre equipes e o desenvolvimento de habilidades compartilhadas permitem que as organizações respondam melhor aos desafios tecnológicos e acelerem seus processos de inovação.
Regra nº 4: adaptar-se ao jogo é fundamental
As equipes campeãs sabem ajustar sua estratégia quando as condições mudam.
Na tecnologia, a capacidade de adaptação é igualmente importante. Novas ameaças de segurança, avanços em Inteligência Artificial e mudanças nas necessidades do negócio obrigam profissionais e empresas a evoluírem constantemente.
As organizações que investem em formação tecnológica estão mais bem preparadas para enfrentar essas mudanças e aproveitar novas oportunidades de crescimento.[/vc_column_text][vc_row_inner][vc_column_inner][us_separator][vc_column_text]
O momento decisivo de uma partida costuma durar poucos minutos, mas é resultado de meses ou até anos de preparação.
No mundo tech, acontece o mesmo. Grandes projetos, oportunidades profissionais mais importantes e processos bem-sucedidos de transformação digital são consequência de um investimento contínuo em conhecimento e desenvolvimento de habilidades.
Por isso, mais do que as ferramentas ou tendências tecnológicas do momento, a verdadeira vantagem competitiva continua sendo o talento preparado para enfrentar os desafios do futuro.
O jogo está apenas começando
Enquanto o mundo volta a viver a emoção do futebol, as organizações também enfrentam sua própria competição: inovar mais rápido, proteger melhor suas operações e aproveitar ao máximo as oportunidades oferecidas pela tecnologia.
E, assim como no esporte, as regras para alcançar o sucesso continuam sendo as mesmas: preparação, estratégia, trabalho em equipe e aprendizagem contínua.
Porque, no mundo tech, os melhores resultados não acontecem por acaso. Eles são treinados.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]
[vc_row][vc_column][vc_column_text]O modelo SaaS (Software como Serviço) revolucionou a forma como as empresas acessam ferramentas tecnológicas. No entanto, dentro desse ecossistema surgiu uma vertente mais ágil e acessível: o Micro-SaaS. Neste artigo, explicamos as principais diferenças entre os dois modelos, suas vantagens e qual pode ser a melhor opção para o seu negócio ou projeto digital.
O que é um SaaS tradicional?
Um SaaS tradicional é uma solução de software hospedada na nuvem, desenvolvida para atender a um mercado amplo. Normalmente, oferece múltiplas funcionalidades, integrações complexas e conta com uma estrutura empresarial robusta. Exemplos conhecidos incluem plataformas como Salesforce, HubSpot ou Microsoft 365.
Características do SaaS tradicional:
Atende a necessidades gerais de empresas de todos os tamanhos
O Micro-SaaS é uma versão mais enxuta e especializada do modelo tradicional. São aplicativos ou serviços que resolvem um problema muito específico dentro de um nicho de mercado. Muitas vezes, são desenvolvidos e operados por uma única pessoa ou um pequeno time.
Características do Micro-SaaS:
Focado em um público-alvo altamente específico
Baixo investimento inicial e custos operacionais reduzidos
Grande agilidade no desenvolvimento e evolução contínua do produto
Relação próxima e atendimento personalizado ao cliente
A escolha entre SaaS tradicional e Micro-SaaS depende dos seus recursos, objetivos e do problema que você pretende resolver. Se você deseja construir uma empresa de tecnologia com projeção internacional e conta com capital e equipe, o modelo tradicional pode ser o caminho certo.
Mas, se busca empreender com mais agilidade, menor risco e atender um nicho específico, o Micro-SaaS é uma excelente oportunidade para gerar receita de forma sustentável.
Ambos os modelos têm seu lugar no atual ecossistema digital. Enquanto o SaaS tradicional domina em volume e alcance, o Micro-SaaS se destaca pela eficiência, especialização e baixo custo.
Analise suas capacidades e o mercado que deseja atingir: a melhor decisão será aquela que te permita gerar valor real e escalar de maneira inteligente.
A IBM apresentou oficialmente o IBM z17, seu novo mainframe desenvolvido especialmente para a era da inteligência artificial (IA). A novidade chega com foco em eficiência energética, sustentabilidade e alto desempenho, marcando um avanço importante na jornada digital de grandes empresas.
Processamento potente com menor consumo de energia
Um dos principais destaques do z17 é o equilíbrio entre potência de processamento e baixo consumo energético. De acordo com a IBM, o novo equipamento consome 5,4 vezes menos energia que seu antecessor, o z16 — um salto considerável rumo à sustentabilidade.
Além disso, o novo processador Telum II e o acelerador Spyre garantem ganhos significativos de performance, permitindo um volume ainda maior de análises e inferências por segundo. O z17 é capaz de processar até 450 bilhões de inferências por dia, superando com folga os 300 bilhões do modelo anterior.
Para atender à crescente demanda por soluções de IA mais versáteis, a IBM apostou em uma arquitetura voltada para a inteligência artificial multimodal. Isso significa que o z17 é capaz de operar com diferentes tipos de modelos — tanto IA preditiva quanto IA generativa — adaptando-se conforme as necessidades de cada cliente.
Segundo Elpida Tzortzatos, IBM Fellow e CTO do z/OS e AI no IBM Z, esse é um passo fundamental para que empresas possam escalar o uso da inteligência artificial com responsabilidade e eficiência. Ela ressalta que a flexibilidade para alternar entre abordagens de IA se tornará cada vez mais estratégica no ambiente corporativo.
Governança de IA e sustentabilidade como prioridade
Outro ponto de atenção da IBM foi a governança da IA. Para isso, o z17 traz ferramentas capazes de rastrear a origem dos dados utilizados, identificar possíveis vieses algorítmicos e garantir a explicabilidade das decisões tomadas pelos sistemas de IA embarcados.
Além disso, a empresa vem investindo no desenvolvimento de modelos menores e mais direcionados, que exigem menos recursos computacionais. Essa abordagem não só torna os sistemas mais rápidos como também contribui diretamente para a redução do impacto ambiental.
Disponibilidade e integração com o Watson X
O z17 estará disponível a partir de 18 de junho de 2025, e fará parte do ecossistema de nuvem híbrida da IBM. O equipamento também terá integração nativa com o Watson X, plataforma de IA generativa da empresa, permitindo fluxos de trabalho mais inteligentes e conectados.