[vc_row][vc_column][vc_column_text]Historicamente, a tomada de decisão no contexto de produção nas fábricas e no ambiente de desenvolvimento de negócios tem permitido a criação de modelos de serviço inovadores e tem sido fundamental para o crescimento das empresas em alguns casos, enquanto em outros, acaba sendo um fator para o fracasso.
Hoje, responder de forma rápida e eficiente a certas questões essenciais nesses ambientes pode nos permitir gerar economias significativas e novas receitas, ou até mesmo dar origem a uma próxima disrupção de mercado que vá colocar a empresa em uma posição privilegiada, além de ajudar a evitar riscos.
Nas áreas responsáveis pelos processos operacionais e de produção (OT), as perguntas que precisam ser respondidas para otimizar os processos e reduzir os custos a eles associados são, entre outras:
Quanto produzimos?
Qual é o nível de retração?
Qual é a eficiência do processo?
Quanto uma unidade gasta de energia na produção?
Quais são as condições do maquinário?
É possível aumentar a produção com as máquinas que já temos?
A resposta perfeita para essas perguntas possibilita tomar decisões como:
– Aumentar ou reduzir o volume de produção de acordo com a demanda, para implementar um modelo just-in-time com o mínimo de necessidade de estoque.
– Mudar ou não a infraestrutura de produção para aproveitar ao máximo os insumos e reduzir ou eliminar o desperdício (custo) e ter maior capacidade de produção.
– Optar por investir em energias renováveis, ou projetos energeticamente sustentáveis.
– Decidir promover iniciativas que gerem disrupção no mercado e que confiram à empresa uma significativa vantagem competitiva.
É nos pontos mencionados anteriormente que a análise de dados e as tecnologias desenvolvidas com esse intuito têm o seu maior impacto. Por isso, tecnologias como machine learning (ML) ou deep learning (DL) tornaram-se nos últimos dois anos os pilares da inovação tecnológica e das grandes disrupções de mercado nos setores industrial, de consumo em massa, comércio eletrônico, financeiro e serviços.
Apenas para exemplificar, o Gartner estima que até 2025, 60% das câmeras de vigilância de segurança vão integrar funções de monitoramento e análise em tempo real no mesmo dispositivo, em comparação com 21% em 2020.
Além disso, estima-se que até 2025, as empresas que interagem com seus clientes por meio de máquinas devam ver a oportunidade total de faturamento com serviços aumentar em 20% como resultado de uma maior conscientização das necessidades dos clientes.
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Assim como ocorreu com o desenvolvimento de ML e IA, as tecnologias de processamento de dados leves, como edge computing (computação de borda), que utilizam os recursos de computação dos equipamentos de acesso que conectam dispositivos de IoT, também estão permitindo que os recursos de ML sejam explorados rapidamente. Isso acontece principalmente no ambiente operacional para viabilizar a tomada de decisão sobre aspectos relacionados à otimização dos processos e negócios, permitindo, por exemplo, ter a resposta para perguntas como:
Quais métodos de divulgação impulsionam mais as vendas?
Que segmento de cliente vai comprar um novo produto?
Quando o estoque precisa ser reabastecido com um modelo push/pull?
Como podemos ver a seguir no radar de tecnologia do Gartner, nos próximos meses esses recursos de computação de borda serão, assim como a IA e o ML, os mais adotados, junto com a integração das comunicações de TI/OT com arquiteturas padronizadas, como o modelo ISA-95, que estabelece as bases para o avanço rumo à implementação do modelo de produção 4.0.
Nesse contexto, a Cisco oferece suporte às empresas com soluções que integram IA e computação de borda, para atender a diversas necessidades dos setores de manufatura, energia, petróleo e gás, consumo, financeiro e empresarial. Essas soluções incluem:
– Cybervision – Uma solução de segurança cibernética para ambientes industriais que utiliza tecnologia avançada de IA para detectar, conter e eliminar ameaças conhecidas e desconhecidas.
– App Dynamics – Utiliza tecnologias avançadas de IA para analisar e otimizar os fluxos de informação nos processos digitais, melhorando a experiência do cliente e ajudando a identificar e resolver problemas rapidamente, além de permitir a análise de desempenho das aplicações.
– IoT Operations Dashboard: Permite conectar dispositivos (gateways) a recursos de computação de borda para extrair dados de dispositivos de IoT, e utiliza ML para analisar dados e projetá-los em um painel digital de fácil interpretação, utilizando um modelo de consumo flexível na nuvem.[/vc_column_text][us_separator size=”small” show_line=”1″][vc_column_text]Por: Paco Bolaños – Cisco Brasil[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]
[vc_row][vc_column][vc_column_text]Essa certificação reconhecida pelo setor demonstra seu conhecimento e suas habilidades relacionadas às tecnologias da AWS em uma ampla variedade de serviços da AWS. Demonstra sua capacidade de projetar e implementar sistemas distribuídos na AWS, seguindo as melhores práticas estabelecidas no AWS Well-Architected Framework.
Esta atualização reflete o ritmo acelerado da inovação na plataforma AWS. As atualizações são adaptadas às inovações em categorias como segurança, resiliência, alto desempenho e otimização de custos, para maximizar os resultados para sua empresa e seus clientes. Esta certificação aumentará sua credibilidade e confiança em recomendar as soluções de design certas para atender às necessidades técnicas de partes interessadas e clientes, e o ajudará a ter sucesso em certificações profissionais e especializadas mais exigentes.
Confira o guia do exame, exemplos de perguntas e conjuntos de perguntas de prática oficial gratuita (20 perguntas) agora disponíveis em todos os idiomas de teste para o formato e as perguntas do exame atualizados. O primeiro dia para fazer o novo exame é 30 de agosto de 2022, portanto, se você for fazer o exame que está em vigor agora, faça-o antes dessa data.
Além disso, aproveito a oportunidade para informar que, a partir de 15 de novembro de 2022, uma nova versão do exame AWS Certified Solutions Architect – Professional estará disponível. O exame AWS Certified Solutions Architect – Professional foi atualizado para se alinhar ao AWS Well-Architected Framework em todos os domínios e garantirá que a certificação valide as mais recentes habilidades técnicas, experiência e conhecimento da Nuvem AWS. Revise o guia do exame atualizado para saber o que esperar e use os conjuntos de perguntas de práticas profissionais do AWS Certified Solutions Architect – Professional gratuitos, agora disponíveis em todos os idiomas em que o exame é realizado, para ajudá-lo a se preparar. Se você estiver se preparando para o exame AWS Certified Solutions Architect – Professional atual ou precisar se recertificar, precisará fazer o exame atual até 14 de novembro de 2022.
[vc_row][vc_column][vc_column_text]Hoje, mais de 100 mil vagas de emprego estão abertas na área de tecnologia, com tempo médio na busca de 3 meses para cada vaga não são preenchidas. Nesse ritmo, o país pode chegar a 2025 com um déficit acumulado de quase 800 mil profissionais.
O apagão tecnológico, como tem sido chamado, é uma preocupação cada vez mais aparente visto que, empresas e pessoas, são cada vez mais dependentes de tecnologia e inovação.
A formação atual de profissionais segundo estudos, é de 53 mil por ano e a demanda média de mercado é de 159 mil, uma diferença de mais de 100%.
Adicionalmente, profissionais recém-formados muitas vezes não tem a vivência para poder suprir as necessidades dos complexos projetos. Já os profissionais mais capacitados, estão com suas cargas de trabalho acima do recomendado, somando em média 13 horas de atividades diárias. A demanda por projetos supera em muito à capacidade onerando provedores de serviços e clientes, muitas vezes inviabilizando projetos, seja por custos ou pelos prazos estendidos de entrega.
Antes de 2020, o setor previa uma necessidade de 250 mil profissionais até 2024. Depois da pandemia da Covid-19, o problema ganhou uma escala muito maior. É sabido que a pandemia acelerou a digitalização das empresas, aumentando consideravelmente a demanda por mão de obra qualificada.
Neste contexto, nosso maior desafio é formar mão de obra para não ficar para trás na corrida da inovação e do desenvolvimento tecnológico. A tecnologia é parte fundamental para o crescimento e manutenção das empresas.
Um diagnóstico complementar aponta que, pela possibilidade de trabalho em modelo remoto, muitos profissionais optaram por trabalhar em empresas internacionais atraídos por salários baseados em dólar.
Esta escassez enorme de mão de obra dificulta a transformação digital de negócios de todas as áreas e não se restringe apenas as empresas do setor de tecnologia, mas também todos os negócios que precisem de tecnologia e do digital para suportar operações e crescer. Todos estão sendo impactados pela alta nos valores médios de projetos em termos de prazo e investimento.
Mas como resolver este problema e minimizar os riscos desse apagão?
Formação profissional e Capacitação tecnológica é o caminho que devemos seguir. Para minimizar os riscos, o investimento em capacitação profissional é sem dúvidas o caminho mais adequado para melhorar a performance e também de atrair e desenvolver novos talentos.
Reverter este quadro não é nada fácil, porém, se as empresas buscarem capacitação e qualificação de seus profissionais, seja com novas tecnologias ou na criação de programas de inclusão de novos profissionais, em breve teremos um cenário mais ameno.
A ITLS Treinamentos, parte do Grupo Fast Lane Global, capacita e certifica profissionais em mais de 40 fabricantes de tecnologia nas áreas de desenvolvimento, consultoria e nos chamados soft skills.
Em parceria com estes grandes fabricantes de tecnologia, a empresa se propõe a desenvolver um trabalho de não só ministrar treinamentos e exames de certificação, mas de prover um trabalho consultivo para que integradores e clientes finais, possam ter uma fotografia do seu cenário atual de profissionais e criar um plano que contempla trilhas de treinamentos alinhados com os objetivos de negócios, prazos e mensuração de resultados.
Já foram treinados nos programas desenvolvidos entre Fast Lane e fabricantes, mais de 600.000 alunos em várias tecnologias para desenvolvedores, consultores, arquitetos e times comerciais.
No Brasil, são criados mensalmente trilhas de treinamentos gratuitos e pagos para que o “corpo tecnológico brasileiro” esteja cada vez mais qualificado para avançar nos projetos represados em empresas e integradores. Definitivamente a jornada digital é primordial para a sobrevivência das empresas e profissionais qualificados são a matéria-prima para alcançar estes objetivos.
Programas especiais também são desenvolvidos em conjunto com as áreas de negócios e RH, assim possibilitando que sejam conhecidas as deficiências e rapidamente se possa criar um plano de capacitação consistente e adequado a cada tipo de necessidade.
Para saber mais sobre a ITLS e seus programas de cursos acesse nosso site.[/vc_column_text][us_separator size=”small” show_line=”1″][vc_column_text]Por: Cristiane Jardim, Country Manager da Fast Lane Brasil.
Atua na área de tecnologia da informação há 25 anos, formada em Administração de Empresas, Pós-graduada em Marketing. Realizou Cursos de Negócios e Tecnologia, Customer Experience, Gestão de Processos, além de participar de cursos e eventos nacionais e internacionais especialmente voltados para a jornada digital.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]
A indústria brasileira vem sofrendo constante pressão nos últimos 20 anos, seja por políticas fiscais inadequadas, altos encargos sobre a folha salarial, caminhos tortuosos para fontes de financiamento à inovação ou simplesmente a acirrada competição global. Independentemente dos motivos, o resultado é único: a indústria brasileira vem se tornando menos competitiva a cada ano, embora alguns setores ainda se destaquem, como a cadeia da agroindústria por exemplo.
Neste contexto global, o Brasil não pode ficar para trás e várias iniciativas de associações, sindicatos e do governo buscam em um primeiro momento compreender a situação atual, as principais dores e quais os remédios mas, ao contrário de soluções paliativas, o desafio agora é como não dar novos passos para trás daqui a alguns anos.
E nesse cenário as tecnologias da Indústria 4.0 vieram para ficar, alinhadas com o programa do Governo Federal Brasil Mais Produtivo 4.0 com foco em reduções de custos produtivos, aumento de produtividade, ganhos de qualidade no processo e retorno financeiro (https://brasilmais.economia.gov.br/ ).
E a Internet das Coisas?
Dentre as tecnologias que suportam a 4ª Revolução Industrial ou Indústria 4.0, a Internet das Coisas tem papel de destaque na Indústria, cobrindo diversas aplicações alinhadas com as verticais do Brasil mais produtivo 4.0:
Sensores para monitoramento de equipamentos remotamente aliado a algoritmos de predição de falhas, permitindo que os gestores de manutenção tenham uma visão global do status de cada motor, bomba, painel elétrico, apenas para citar alguns; reduzindo o tempo de resposta e evitando quebras inesperadas, já que paradas não programadas significam perda de produção, horas extras, falhas de abastecimento e custos não previstos, entre outros.
Monitoramento de processos produtivos através do sensoriamento e análises de padrões é possível entender como os processos, que foram em algum momento definidos e simulados, estão funcionando no mundo real onde existem paradas não programadas, falta de energia, falta de componentes, rotatividade de funcionários, etc.. Tudo isso em tempo real que em conjunto com painéis de gestão e visualização proporcionam ao gestor da fábrica uma visão em tempo real de gargalos, ociosidades e falhas operacionais.
Sensoriamento e controle de ambientes com sensores inteligentes de monitoramento de temperatura local, níveis de monóxido e dióxido de carbono e particulado em suspensão, tornando os processos produtivos que envolvem geração de calor (processos de fundição por exemplo) ou então partículas em suspensão (usinas de cimento) muito mais seguros, reduzindo riscos aos funcionários e podendo até impactar em seguros menores para a empresa devido a diminuição de riscos trabalhistas.
E como a Indústria Brasileira está se reinventando?
O Governo Brasileiro em conjunto com várias entidades e associações vem desenvolvendo programas de excelência para capacitar toda a cadeira produtiva e um exemplo de sucesso é o ROTA 2030, que abrange a Indústria Automobilística e seus fornecedores, um segmento importantíssimo para a economia brasileira. O objetivo principal do ROTA 2030 é ampliar a competividade, a inovação, a segurança veicular, a proteção ao meio ambiente, a eficiência energética, a qualidade dos automóveis e a capacidade produtiva da indústria automotiva nacional.
Regulado pela lei nº 13.755/2018, o programa Rota 2030 promove o fortalecimento do setor automotivo e incentiva a inovação, com foco nos próximos quinze anos de operação da indústria automotiva.
Dentro deste programa o destaque fica para a Linha IV – Ferramentarias Brasileiras Mais Competitivas, que visa solucionar as dificuldades de empresas com baixa produtividade e defasagem tecnológica, capacitando a cadeia de ferramental de produtos automotivos e correlatos para atingir competitividade em nível mundial através da implantação de Provas de Conceito implantadas por startups de base tecnológica.
Os resultados desse programa foram apresentados no “Demoday Rota Challenge”, no espaço Ágora Tech Park em Joinville – SC e transmitido on-line, marcando o encerramento desta do primeiro ciclo do Rota Challenge.
Jade Alves, da equipe de coordenação de programas da Fundep, cita: “o Rota Challenge é uma iniciativa que veio para agregar valor para as ferramentarias, proporcionando um avanço tecnológico capaz de solucionar os principais desafios mapeadas nas indústrias, tais como: controle e gerenciamento de processos, gestão de matéria prima e controle de produção, e assertividade de orçamentos.”
Mauricio Finotti, Coordenador do Comitê de Manufatura da ABINC complementa: “Iniciativas como esta, além de servirem como demonstradores de tecnologia para empresas de todos os portes, trazem competitividade ao segmento” e complementa: “A Indústria 4.0 e suas tecnologias ainda estão em fase embrionária no Brasil, e quanto mais difundidas, maior o impacto em aumento de produtividade e reduções significativas de custos.”
[vc_row][vc_column][vc_column_text]Nas notícias da última semana o mundo ficou espantado ao descobrir que os principais membros de uma organização de crimes cibernéticos eram adolescentes, que foram apreendidos em Londres pela polícia local para prestar esclarecimentos sobre o possível envolvimento em ataques a grandes organizações.
O grupo de ameaças cibernéticas conhecido como LAPSUS$ foi descoberto pela primeira vez em meados de 2021, com alguns clientes de telefones celulares do Reino Unido relatando receber mensagens de texto ameaçadoras. Em dezembro de 2021, o grupo teve como alvo vítimas de alto perfil, como o Ministério da Saúde do Brasil e o conglomerado de mídia português Impresa.
Invasores se tornaram incrivelmente habilidosos em encontrar lacunas em nossa infraestrutura. As barreiras de proteção entre as empresas tornaram-se difusas à medida que corporações, clientes, fornecedores e parceiros operam como ecossistemas integrados – e à medida que avançamos em direção ao futuro do trabalho, onde os funcionários têm a liberdade de realizar seus trabalhos de onde quiserem. Mas se enganam os que acreditam que todos os ataques divulgados possuem um alto nível de complexidade.
Em 2021, grupos de invasores encadearam quatro vulnerabilidades, todas posteriormente classificadas como “altas”, para explorar com sucesso brechas em servidores Microsoft Exchange. Essa metodologia, conhecida como chaining, usa pequenas vulnerabilidades para primeiro ganhar uma posição (foothold) e, em seguida, explora vulnerabilidades adicionais para aumentar os privilégios de forma incremental. Além disso, muitas vulnerabilidades classificadas como “críticas” são altamente complexas e não há registro de que tenham sido exploradas no mundo real – na verdade, apenas 4% do número total de CVEs foram explorados publicamente. Mas os adversários são extremamente rápidos em explorar suas vulnerabilidades de escolha: desses 4% de CVEs explorados conhecidos, 42% estão sendo usados no dia zero da divulgação; 50% em 2 dias; e 75% em 28 dias. Enquanto isso, o CVSS classifica alguns deles como gravidade “média” ou até “baixa”.
Seguindo a mesma linha de raciocínio, será que as organizações respondem na mesma velocidade com uma política de patches/atualizações de forma proativa?
Entre os bugs de dia zero está o CVE-2021-42292, um problema de desvio de recurso de segurança com o Microsoft Excel nas versões 2013-2021, que pode permitir que invasores instalem código malicioso apenas convencendo alguém a abrir um arquivo do Excel. Não estou dizendo que não precisamos nos preocupar com vulnerabilidades críticas, mas ataques em evidência como os de adversários iguais ao LAPSUS$ nos mostram que estamos falhando no básico.
Um recente aviso de segurança cibernética do FBI e da Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura (CISA) alerta que os cibercriminosos patrocinados pelo estado russo estão obtendo acesso à rede explorando os protocolos de autenticação multifatorial padrão (MFA) e a vulnerabilidade PrintNightmare. A chave para a técnica usada era simplesmente adivinhar a senha. Para agravar a situação, a configuração padrão do sistema de MFA em questão, assim como a maioria das soluções de mercado, permitia o registro de um novo dispositivo para contas inativas. O ataque bem-sucedido não foi um problema de tecnologia, foi um problema processual com relação à adoção da tecnologia e a falta de boas práticas de implementação.
Prevenção em cibersegurança é primordial, mas com a dispersão de pessoas, dispositivos e dados, aliado a complexidade de gestão sob as óticas de visibilidade e controle desse perímetro estendido, sabemos que eventualmente algum ataque será bem-sucedido, e acreditar que iremos prevenir todas as ameaças não é realista. Resiliência de segurança é a habilidade de proteger a integridade de cada aspecto dos negócios a fim de resistir a ameaças ou mudanças imprevisíveis. Isso sempre foi um requisito em segurança cibernética, mas eventos recentes o tornaram mais crítico do que nunca.
O que importa agora, e que será a diferença entre os negócios que continuarão operando e os que podem eventualmente deixar de existir, é a rapidez com que podemos identificar e conter ameaças, mitigar os riscos para nossa organização e nos recuperar em caso de impacto. Então, como nos tornamos resilientes? Como podemos garantir que os planos dos invasores sejam frustrados rapidamente e que nossos negócios continuem a prosperar apesar dos desafios? Como garantimos a integridade de nossas finanças e dados, nos recuperamos de interrupções operacionais, resistimos a choques nas cadeias de suprimentos e garantimos uma força de trabalho hiperdistribuída?
Os 5 passos para a resiliência de segurança:
A Cisco capacita as organizações com resiliência de segurança para que possam suportar circunstâncias imprevisíveis. Para fazer isso, dividimos a resiliência de segurança em cinco componentes principais:
1) Veja mais e ative bilhões de sinais em sua infraestrutura: use a infraestrutura de tecnologia existente como os olhos e ouvidos de sua rede, buscando ativamente comportamentos incomuns e ameaças cibernéticas 24×7. Alcançar visibilidade e conscientização abrangentes significa menos surpresas e defesas mais fortes.
2) Antecipe tendências e adote a inteligência compartilhada e acionável: quando você está ciente do que está acontecendo em sua rede baseado em informações de telemetrias locais e globais, você pode prever com mais facilidade o que vem a seguir. Aproveite a visibilidade detalhada e a inteligência avançada contra ameaças de organizações como a Cisco Talos, para acompanhar os eventos cibernéticos atuais.
3) Tome as medidas certas e priorize o que é mais importante: o contexto baseado em risco fornecido pelo seu ecossistema de segurança e inteligência de ameaças atualizadas podem ajudá-lo a descobrir onde colocar sua valiosa atenção. Sempre haverá muitas ameaças para investigar e remediar de uma só vez – entenda quais delas você corre mais risco e quais terão o maior impacto em sua organização e, em seguida, proteja-se adequadamente.
4) Feche as lacunas e obtenha uma defesa abrangente com uma plataforma aberta entre usuários, dispositivos, redes e aplicativos. Nosso estudo “Security Outcomes Study vol. 2”, descobriu que a tecnologia bem integrada é um fator importante para o sucesso da segurança. Sistemas desarticulados deixam brechas de segurança perigosas. Mas se você conectar tudo, poderá monitorar e proteger consistentemente todos os ativos em seu ambiente, e os sistemas esquecidos não se tornarão recursos importantes para os cibercriminosos.
5) Fique mais forte a cada dia orquestrando e automatizando sua resposta. No presente, aprenda com o passado para se preparar para o futuro. Experiências anteriores de sua equipe de segurança e de outras pessoas pode fortalecer ainda mais sua arquitetura contra ameaças em constante evolução. De acordo com o Security Outcomes Study, vol. 2, as organizações que testam regularmente seus recursos de continuidade de negócios e recuperação de desastres de várias maneiras têm 2,5 vezes mais chances de manter a resiliência.
Como a Cisco pode ajudar?
A Cisco permite que os clientes se destaquem nessas cinco dimensões de resiliência de segurança por meio de:
1) Uma plataforma aberta e integrada – Com nossa plataforma nativa da nuvem, Cisco SecureX, permitimos que os clientes integrem perfeitamente várias tecnologias de segurança e rede, da Cisco e de terceiros, para obter visibilidade mais abrangente e resposta coordenada a ameaças. Com o SecureX, você pode ver mais, bloquear mais e automatizar mais para uma proteção de rede aprimorada, ao mesmo tempo em que amplia o poder dos investimentos em segurança existentes.
2) Inteligência de ameaças insuperável – Cisco Talos é a maior organização de inteligência de ameaças comerciais do mundo. A análise de ameaças da Talos está integrada em todo o nosso portfólio de segurança e também é compartilhada com um público mais amplo para a proteção coletiva de nossa infraestrutura global.
3) Uma longa história de conectividade segura – Como líder mundial em redes, estamos posicionados de forma única para fornecer conectividade com segurança. Nossa infraestrutura de rede e a inteligência de ameaças subsequente são prolíficas em todo o mundo. E nossa herança de quase 40 anos de ser um consultor confiável para nossos clientes significa que você nunca terá que fazer tudo sozinho.
À medida que entramos em outro ano tumultuado, a resiliência deve ser uma prioridade para todos os defensores da segurança cibernética. Com o Cisco Secure, os líderes de negócios podem agir com confiança, apesar de um cenário de ameaças em constante mudança.
Explore o Cisco SecureX e nosso portfólio de segurança integrado para saber como você pode adicionar camadas de resiliência cibernética ao seu ambiente. Comece seus treinamentos conosco, verifique todos os cursos em nosso site. Clique aqui.[/vc_column_text][us_separator size=”small” show_line=”1″][vc_column_text]Por: Flavio Costa – Cisco[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]
Inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina (AM) demonstraram um potencial incrível em uma ampla variedade de usos na área da saúde, desde diagnóstico por imagem até sistemas antifraude, otimização de recursos e ativos, prevenção de retorno, análise comportamental, análise de risco médico, análise de reivindicações e muito mais. Em uma série de posts, vamos compartilhar um olhar mais detalhado sobre as oportunidades de avançar a IA em saúde com blockchain para aqueles que querem um mergulho mais técnico. Para este primeiro post, abordaremos formas de usar o blockchain em assistência médica para ajudar a criar modelos de maior qualidade, obter dados melhores, aprimorar a auditoria e proteger a integridade dos modelos.
Por que usar blockchain em saúde?
Se você estiver usando IA/AM para otimizar suas operações ou melhorar o atendimento ao paciente, o sucesso do uso dessa tecnologia em cada um desses casos dependerá da qualidade da inferência que pode ser feita e da obtenção de taxas de erro aceitáveis. Estas, por sua vez, dependem da qualidade dos modelos. A criação de modelos de alta qualidade em quase todos os casos pode ser mais bem realizada por meio da colaboração entre um consórcio de organizações de saúde, em vez de uma única organização. Usar o blockchain pode ajudar na colaboração e liberar o poder da IA para organizações de assistência médica.
Quatro maneiras em que o blockchain pode fazer a IA avançar na área da saúde
1. Mais dados de treinamento de um consórcio e melhor capacidade de se especializar
IA/AM são tecnologias extremamente famintas por dados. Quanto mais dados de treinamento, melhores os modelos, a inferência e os resultados. Quase todos os esforços de IA/AM são limitados pelos dados disponíveis. Na maioria dos casos, os dados usados para treinar modelos são provenientes de apenas uma única organização. O blockchain pode ser usado para publicar metadados sobre dados que existem em um consórcio de organizações de saúde. Esses metadados podem incluir indicadores para os sistemas corporativos que armazenam os dados e hashcodes que podem ser usados para verificar a integridade dos dados. As organizações que participam de tal blockchain podem descobrir os dados disponíveis, localizá-los e, subsequentemente, solicitar dados de interesse por meio de uma troca direta segura, peer-to-peer. Os metadados no blockchain podem incluir informações usadas para determinar dados de uma especialidade específica, por exemplo, radiografias de tumores de um tipo particular. Ter mais dados de um consórcio e a capacidade de consultar por especialidade com base em metadados no blockchain permite novos níveis de especialização de conjuntos de dados e modelos especializados treinados com ele.
2. Dados de alta qualidade e modelos através de rastreio de procedência
Modelos tendenciosos são um problema comum com IA/ML. Na área da saúde, um modelo tendencioso pode distorcer os resultados ou aumentar as taxas de erro de maneiras que podem impactar os resultados da inferência e, em última análise, o atendimento ao paciente. Os metadados no blockchain podem incluir informações de procedência que permitem a identificação dos conjuntos de dados da mais alta qualidade em todo o consórcio e apenas esses dados incluídos nos modelos de treinamento para ajudar a atenuar o viés.
3. Melhor gestão da qualidade por meio de auditoria
Os blockchains são excelentes para proteger a integridade dos dados. Isso os torna particularmente adequados para armazenar trilhas de auditoria que exigem essa proteção de integridade para reduzir o risco de acidentes, fraudes e outros riscos à integridade dos dados. O blockchain pode ser usado para registrar todas as informações de auditoria relativas ao desenvolvimento, teste e uso de IA/ML na área da saúde. Pode incluir dados de treinamento, modelos e versões por meio do processo de aprendizado adaptativo, resultados gerados, validações de resultados, quem fez o quê, quando, onde, por que, como e assim por diante. No caso de um incidente, por exemplo, se um modelo tendencioso for detectado, pode-se ir para a trilha de auditoria e ver exatamente quais dados entraram no modelo, erradicar os dados que causam o viés, retreinar os modelos e corrigir o problema.
4. Proteger a integridade de IA/AM
À medida que cresce a dependência de IA/AM da assistência médica, também aumenta a necessidade de proteger a integridade de modelos e outros ativos associados, pois a corrupção desses ativos, seja acidental ou mal-intencionada, pode afetar os resultados e, no pior dos casos, como um diagnóstico por imagem pode impactar o atendimento ao paciente. Como mencionado anteriormente, os blockchains são excelentes para proteger a integridade dos dados e, para todos os efeitos práticos, são imutáveis. Os blockchains podem proteger os dados armazenados nos blocos da cadeia, bem como os dados armazenados fora da cadeia e referenciados por metadados, indicadores e hashcodes, como abordamos anteriormente. No último caso, a integridade de qualquer registro armazenado fora da cadeia pode ser verificada a qualquer momento, verificando seu hashcode em relação ao hashcode armazenado no blockchain para o registro. Se eles não corresponderem, o comprometimento de integridade será detectado, os dados serão descartados e um alerta poderá ser emitido para iniciar a correção.
Colaboração
Estas são apenas algumas das oportunidades para ajudar a acelerar a IA na assistência médica usando blockchain. Que outras oportunidades você vê?
IA, AM e blockchain estão evoluindo rapidamente na saúde. A interseção dessas tecnologias é muito nova e ainda mais rápida em evolução. Muitos desses novos conceitos ainda não aparecem nos livros. Publico regularmente posts nas mídias sociais sobre novos desenvolvimentos em saúde, inteligência artificial, aprendizado de máquina, blockchain, computação em nuvem, segurança, privacidade e conformidade. Se você é uma organização de assistência à saúde que deseja implementar IA/AM ou blockchain, ou se você está ajudando as organizações de assistência médica a usar as tecnologias da Microsoft de IA/AM e blockchain e gostaria de explorar parcerias, adoraríamos saber sua opinião. Você pode me encontrar no LinkedIn e no Twitter.
Por fim, se você estiver pronto para começar a implementar blockchain e/ou IA, veja estes recursos:
Acelere sua iniciativa IA/AM na área de saúde usando a AI in Healthcare Blueprint, que inclui código executável, dados de teste, implantação automatizada e documentação que permite estabelecer rapidamente um ponto de referência de trabalho para sua solução na nuvem do Microsoft Azure.
Crie um protótipo rápido de sua solução de blockchain usando o Azure Blockchain Workbench e implante na nuvem do Microsoft Azure na Ethereum, para você se concentrar mais em sua solução de blockchain do que nas complexidades de desenvolvimento e implantação.
[/vc_column_text][us_separator size=”small” show_line=”1″][vc_column_text]Por: David Houlding – Gerente do programa de Saúde da Microsoft.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]